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O que é e como funciona o mercado de câmbio.

O mercado de câmbio é aquele que envolve a negociação de moedas estrangeiras e os interessados em negociar com essas moedas. É o ambiente onde se realizam as operações de câmbio, entre os agentes autorizados pelo Banco Central e seus clientes. No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos, o mercado livre, também conhecido como comercial e o mercado flutuante, também conhecido como turismo. Os dois são regulamentados e fiscalizados pelo Banco Central. Além desses dois mercados, existe um segmento chamado mercado paralelo, que não é regulamentado.

No mercado de câmbio, a moeda estrangeira é considerada como uma mercadoria. Por conta disso, está sujeita às variações de oferta e de procura.

O que é taxa de câmbio?

A taxa de câmbio é a relação de valor entre duas moedas. Ela indica o preço, em moeda nacional, de uma moeda estrangeira. Atualmente, no Brasil, a taxa de câmbio é flutuante, ou seja, é uma taxa livre. No mercado de taxa flutuante, não há nenhuma regulamentação oficial que estabeleça a taxa, ou seja, ela oscila de acordo com o andamento do mercado.

As autoridades monetárias sempre intervêm quando o mercado força uma oscilação muito grande no câmbio, tanto para cima quanto para baixo. Quando a taxa de câmbio fica acima das expectativas da política monetária e cambial, isto indica que a oferta de moeda é menor do que a procura e o Banco Central intervém, aumentando a oferta de dólares no mercado e forçando a baixa.

No mercado livre ou comercial é possível realizar operações de exportação e importação, assim como operações relacionadas com investimentos estrangeiros no país, empréstimos a residentes sujeitos a registro no Banco Central e pagamento e recebimento de serviços. O parâmetro para negociações em dólar no mercado livre ou comercial é o dólar comercial, mais usado por empresas.

No mercado flutuante, ou de turismo, como é mais conhecido, não se realizam só operações ligadas a turismo, apesar do nome. Podem ser realizadas outras operações como contribuições a entidades associativas, doações, heranças, aposentadorias e pensões, manutenção de residentes e tratamento de saúde. As operações em dólar no mercado flutuante ou turismo são feitas pelo dólar turismo. É mais acessível ao pequeno investidor.

Há também os investimentos em dólar para aqueles que querem se proteger da flutuação da moeda brasileira. Pode ser feito através da compra da própria moeda física ou através de títulos cambiais, com características semelhantes aos títulos de renda fixa. A BM&F também disponibiliza a comercialização de dólar futuro.

O ganho da instituição financeira com a negociação da moeda é conhecido como spread ( no caso, spread cambial, já que existe também o spread de juros). O spread cambial é a diferença entre a taxa de compra (a menor) e a de venda (a maior) da moeda negociada. Ele representa o custo para o investidor, pois muitas vezes spread "come" grande parte da rentabilidade. 

Na forma física, a rentabilidade depende da flutuação da moeda brasileira em relação à moeda estrangeira. Aplicações em títulos cambiais geralmente vem acompanhadas de uma variação cambial (flutuação da moeda), mais um prêmio de risco (uma taxa pré-determinada) – que é chamado de cupom cambial. Ele é o prémio pago ao investidor por assumir o risco da moeda em que ele está aplicando. Este prêmio geralmente é adicionado a uma aplicação considerada sem risco, por exemplo as Letras do Tesouro Americano.

O cupom cambial tende a se elevar quanto maior for o risco da moeda. O dólar futuro negociado na BM&F tem sua rentabilidade atrelada à variação do dólar comercial em relação ao real (moeda brasileira).

A CPMF incide sobre qualquer forma citada acima. Caso o investidor queira comprar a moeda fisicamente não há nenhuma taxa formal cobrada. No caso dos títulos cambiais, a instituição financeira cobra um percentual descontado da rentabilidade do título (a este valor chamamos de ágio ou deságio). Por exemplo, se o título oferece uma remuneração de variação do dólar + uma taxa de juros de 10,1% a.a., e o banco cobra 0,1%, este repassa o título rendendo (Dólar + 10% a.a.). Na forma de contrato futuro, seu custo segue a tabela da BM&F, que cobra uma corretagem de 0,2% sobre o valor da operação mais uma taxa de 1,5% sobre o valor da corretagem. O valor mínimo que a BM&F cobra para qualquer operação é de R$ 8,00 (oito reais).

Para operações especiais, day trade (compra e venda no mesmo dia) e vencimento de contrato, os custos são diferentes. Consulte o site da BM&F para se certificar do valor dos custos operacionais. A alíquota de IR é de 20%. No caso de compra física de moeda, o investidor recolherá o imposto de renda na declaração de ajuste final no fim do ano.

Qualquer pessoa física ou jurídica pode se dirigir a uma instituição financeira que esteja autorizada a operar em câmbio para comprar ou vender moeda estrangeira. Em alguns casos, os clientes não têm acesso à moeda em espécie, pois são negociados apenas os direitos. É o caso das negociações de importações. Nas operações relativas a viagens internacionais, os clientes podem ter a moeda estrangeira entregue em espécie.

Os bancos não são obrigados a vender moeda em espécie. Isso depende exclusivamente da instituição que está efetuando a transação. Alguns bancos, por questões estratégicas de segurança (roubo ou falsificação, por exemplo) operam o mínimo possível com moeda em espécie e negociam com cheques de viagem, que oferecem mais segurança para o cliente, já que este pode ser ressarcido em caso de roubo ou extravio.

O que são os Traveller cheques?

Os Traveller Cheques ou Cheques de Viagem são utilizados no pagamento de contas no exterior e também trocados por moeda local. Funciona da seguinte forma: você compra cheques de viagem no valor de US$ 10,00. Ao pagar uma refeição de US$ 7.00, você receberá os US$ 3,00 de troco. O cheque funciona como papel moeda e tem boa aceitação pelos estabelecimentos comerciais no exterior.

Os cheques devem ser comprados na moeda corrente do país de destino. Ao receber seus cheques, o cliente receberá também as informações, endereços e telefones de como proceder no caso de furto/roubo e, também, os locais onde os cheques poderão ser convertidos em dinheiro. Algumas empresas operadoras de cartões de crédito vendem tanto o travellers cheques quanto uma espécie de cartão de débito para viagens que funciona como um cheque eletrônico.

A primeira vantagem dos traveller cheques é a segurança: se eles forem roubados, você pode ligar para a operadora que o vendeu e receber novos cheques, sem despesas adicionais. Outro ponto a favor é que eles precisam ser assinados por você, o que também ajuda em relação à segurança. Quem roubou os cheques terá também que falsificar sua assinatura. Em caso de extravio, os portadores de cartão de crédito ou traveller cheques são ressarcidos rapidamente em até 24 horas após comunicarem a ocorrência para a operadora.